O casamento carrega consigo vários rituais que foram se moldando aos costumes sociais no decorrer do tempo, desde a antiguidade até os dias atuais. Vestido, buquê e decoração seguem tendências e com o bolo não é diferente.

Depois do vestido da noiva, o bolo é um dos itens mais observados e admirados numa festa de casamento; e os que mais ditam tendências.

Nada é mais elegante do que um bolo branco clássico e imponente chamando a atenção dos convivas; seja pela beleza seja pelo sabor.

Flores de açúcar, laços, fitas, drapeados etc., compõem a decoração, mas o que imprime a assinatura do confeiteiro, além do design, é o uso do glacê real.

Por falar em glacê real, segue um pouco da história acerca dele.

O glacê surgiu na história por volta do ano 700 quando se desenvolveu as técnicas de branqueamento do açúcar. Relatos históricos descrevem preparações de açúcar branco com claras de ovos que lembravam neve e gelo.

A origem do nome deriva da palavra francesa “glacé” que significa gelo; países de língua inglesa o chamam de “ice”, pois também remetia ao gelo proveniente da neve.

O termo ganhou o nome de “glacê real” ou “royal icing” ao ser utilizado pela primeira vez como decoração do bolo de casamento da rainha Victoria da Inglaterra no ano de 1840.

O casamento da rainha Victoria com o Principe Albert ditou moda nos casamentos da época e influenciam até hoje. A rainha foi a primeira celebridade da época a usar um vestido de noiva branco com flores de laranjeira bordadas com fio de ouro na barra e o bolo foi o primeiro bolo de casamento branco coberto com glacê e flores de açúcar remetendo às mesmas do vestido da noiva.

O casamento influenciou a corte inglesa e todo o mundo ao ponto de todas as noivas quererem o estilo de vestido branco da rainha e o bolo com glacê que passou a ser chamado de “Royal Icing” ou simplesmente “Glacê Real”.

Daniel Dantas